terça-feira, 4 de setembro de 2012

Mamíferos

           Os mamíferos formam o grupo mais evoluído e mais conhecido dos cordados. Nesta classe incluem-se as toupeiras, morcegos, roedores, gatos, macacos, baleias, cavalos, veados e muitos outros, o próprio homem entre eles. Todos (com raras exceções) apresentam o corpo coberto de pêlos e têm temperatura interna constante.
           Os cuidados com a prole são os mais desenvolvidos do reino animal e atingem o seu clímax com a espécie humana. São, ainda, extremamente adaptáveis, modificando o seu comportamento de acordo com as condições do meio. Alguns grupos, principalmente primatas, formam sociedades muito complexas.
            Uma característica única dos mamíferos é a capacidade de brincar. Os jovens mamíferos aprendem quase tudo o que necessitam saber para a sua vida adulta através de brincadeiras, onde as crias experimentam, entre si e com adultos, as técnicas de caça, luta e acasalamento. Estas brincadeiras estabelecem frequentemente uma hierarquia que se manterá na fase adulta, evitando conflitos potencialmente perigosos para os indivíduos.

1) A Produção de leite através de glândulas mamárias;


2) Pêlos formados por queratina, e especializados em funções diferentes: proteção contra a insolação, manutenção da temperatura, defesa (ouriço),

3) Três ossos no ouvido médio (martelo, bigorna e estribo).
1) Presença de dentes diferenciados (incisivos, caninos, molares e pré-molares). 
2) Mandíbula inferior formada por um único osso; 
3) Existência do diafragma (músculo que separa a cavidade abdominal da torácica); 
           
4) Pulmões revestidos de pleura;   
                                                                                                       
5) Epiglote controlando e separando a passagem de alimento e de ar;  
6) Cérebro altamente desenvolvido;  
                                                      
7) Endotermia e homeotermia (temperatura constante independente do ambiente);    
  
8) Sexos separados e dimorfismo sexual
9) Sexo do embrião determinado pela presença  dos cromossomos X ou Y;  
10) Fertilização interna;     
                                            
11) Presença de glândulas como: mamárias, sebáceas, sudoríparas e odoríferas.
12) Circulação dupla e completa, com o coração apresentando quatro cavidades (2 Átrios e 2 Ventrículos sem mistura de sangue venoso e arterial)
13) Presença de diafragma separando a cavidade torácica da cavidade abdominal;
14) Encéfalo altamente desenvolvido, mostrando numerosas circunvoluções que dão maior extensão à superfície ou córtex cerebral.
 Fonte:http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos3/mamiferos.php
           http://setimocientista.blogspot.com.br/2012_08_01_archive.html
           http://www.grupoescolar.com/pesquisa/mamiferos.html

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Aves

         As aves (latim científico: Aves) constituem uma classe de animais vertebrados, tetrápodes, endotérmicos, ovíparos, caracterizados principalmente por possuírem penas, apêndices locomotores anteriores modificados em asas, bico córneo e ossos pneumáticos. São reconhecidas aproximadamente 9.000 espécies de aves no mundo. 
               As aves conquistaram o meio terrestre de modo muito mais eficiente que os répteis. A principal característica que permitiu essa conquista foi, sem dúvida, a homeotermia, a capacidade de manter a temperatura corporal relativamente constante à custa de uma alta taxa metabólica gerada pela intensa combustão de alimento energético nas células.
           Essa característica permitiu às aves, juntamente com os mamíferos, a invasão de qualquer ambiente terrestre, inclusive os permanentemente gelados, até então não ocupados pelos outros vertebrados.
As aves variam muito em seu tamanho, dos minúsculos beija-flores a espécies de grande porte como o avestruz e a ema. Note que todos os pássaros são aves, mas nem todas as aves são pássaros.

                              Características:

  • Homeotermia: Capacidade de manter a temperatura corporal relativamente constante.
  • Coração totalmente dividido em quatro cavidades: dois átrios e dois ventrículos.
  • Desenvolvimento de um sistema de sacos aéreos (diminuição do peso e da densidade) , facilitando alçar voo rapidamente, e aumentando a oxigenação do sangue.
  • Desenvolvimento das penas - isolamento térmico (forma um colchão de ar que isola o corpo do meio externo), auxiliam no voo e impdem que a água da chuva alcance a pele da ave.
  • Desenvolvimento de ossos pneumáticos. Os ossos das aves desenvolveram câmaras internas que se comunicam com os sacos aéreos, tornando o esqueleto das aves mais leve, todavia muito resistente.
  • Osso esterno se se expande para suportar as enormes forças durante o voo. O osso esterno adquire a forma de quilha (ou carena) para a inserção dos músculos peitorais adaptados ao voo.
  • Desaparecimento da bexiga urinária, urina pastosa ou sólida (redução do peso).
  • Perdas dos dentes, mandíbula e maxilar transformado em bico (redução do peso).
  • Cuidado parental - os pais se revesam no cuidado com a prole, chocando os ovos e alimentando a prole até que estejam aptos a sobreviverem sozinhos no ambiente .
Imagem - Aves 
Fonte:http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos3/bioaves.php
          http://setimocientista.blogspot.com.br/2012_08_01_archive.html 
          http://www.imagensimagens.com/aves/aves-2/


Répteis

           Os répteis (do latim reptare, 'rastejar') abrangem cerca de 7 mil espécies conhecidas. Eles surgiram há cerca de 300 milhões de anos, tendo provavelmente evoluído de certos anfíbios. Foram os primeiros vertebrados efetivamente adaptados à vida em lugares secos, embora alguns animais deste grupo, como as tartarugas, sejam aquáticos.
         A Terra já abrigou formas gigantescas de répteis, como os dinossauros. Hoje esse grupo é representado por animais de porte relativamente menor, como os jacarés, tartarugas, cobras e lagartos.


                  Caraterísticas:

  • Pele seca e praticamente impermeável. As células mais superficiais da epiderme são ricas em queratina, o que protege o animal contra a desidratação.
  • pecilotérmicos: a temperatura do corpo varia de acordo com a temperatura do ambiente.
  • A respiração dos répteis é pulmonar; seus pulmões são mais desenvolvidos que os dos anfíbios, apresentando dobras internas que aumentam a sua capacidade respiratória.
  • O coração da maioria dos répteis apresenta dois átrios e dois ventrículos parcialmente divididos.
  • Em sua maioria, os répteis são animais carnívoros; algumas espécies são herbívoras e outras são onívoras. Eles possuem sistema digestório completo. O intestino grosso termina na cloaca.
  • Reprodução sexuada e fecundação interna.
  • Ovo amniótico.

                                                     Ovo Amniótico

            
    1- Casca do ovo: proteção contra impacto e contra desidratação.
    2- Membrana da casca: proteção contra desidratação (evita a perda de água).  
    3- Câmara de ar: reserva de ar para o embrião.
    4- Cório ou Córion: proteção para o saco vitelínico e para o embrião.              5- Saco vitelínico ou Vitelo: reserva alimentar.                                          6-Alantóide: Depósito de resíduos do metabolismo das proteinas (excretas),Responsável pelas trocas gasosas do embrião com o meio, Retira cálcio da casca para o embrião. 
    7- Âmnio: proteção contra traumas e evita o ressecamento do embrião.     


    Fonte:http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos3/Repteis.php
               http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos3/Repteis2.php
               http://cmpa704cfb.webnode.com.br/news/repteis-ovo-amniotico-12-09-2011-por-aline-maria/
               http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=19107

Anfíbios


         Os anfíbios são animais que se caracterizam por ter duas formas de vida: a fase larval e a fase adulta.Em geral, a primeira fase desses animais é de vida aquática e, assim como os peixes respiram por brânquias. Ao longo dessa fase, eles desenvolvem patas e a respiração torna-se pulmonar ou cutânea (através da pele), fazendo com que possam viver tanto na água, quanto em terra firme.
         São animais de pele fina e úmida e não possuem pelos ou escamas.
Os anfíbios existem há mais de 350 milhões de anos e foram os primeiros animais a apresentar musculatura para se sustentar fora da água.
         Os anfíbios são agrupados em três ordens, com ampla distribuição geográfica na terra: De acordo com a literatura são conhecidas 5.500 espécies e a anfibiofauna da América do Sul é a mais rica do planeta, com aproximadamente 1.740 espécies, distribuídas por 140 gêneros e 16 famílias. No Brasil são atualmente conhecidas 517 espécies de anfíbios.


                        Características:

  •    Esqueleto - apresentam esqueleto ósseo formado por bicarbonato de cálcio e fosfato de cálcio.
  •    Respiração - respiração pulmonar (a bexiga natatória dos peixes originou um pulmão primitivo que foi se desenvolvendo e se aprimorando ao longo do tempo). Respiração cutânea - através da pele lisa, sem escamas, sem queratina e muito vascularizada (vasos sanguíneos que levam o sangue oxigenado para todo o corpo).
  •    Dois pares de membros locomotores.
  •    Pálpebras - por não estarem mais na água as pálpebras são essências para a umidificação dos olhos, sem elas os organismos ficariam cegos.
  •    Coração formado por dois átrios e um ventrículo.
  •    Primeiro grupo de organismos a apresentar tímpanos (membrana fina que capta sons por meio de ondas sonoras na atmosfera). Funções: captação de sons para proteção, localização de presas, localização de parceiros para cópula.
  •    Primeiros organismos apresentar vocalização - funções: localizar coespecíficos para reprodução e demarcação de território e afastamento de competidores.
  •    Sistema digestório completo terminando em uma cloaca.
  •    São carnívoros.
  •    Defesa: Camuflagem e produção de substãncias venenosas.
anatomia dos anfibios
          Fonte:http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/infantil/anfibio.htm
                     http://setimocientista.blogspot.com.br/2012_08_01_archive.html 
                     http://animais.culturamix.com/curiosidades/anatomia-dos-anfibios

Peixes


Esquema para Material Didático

                 Os peixes ocupam as águas salgadas dos mares e oceanos e as águas doces dos rios, lagos e açudes. Nesse grupo, existem cerca de 24 mil espécies, das quais mais da metade vive em água salgada. O tamanho médio dos peixes pode variar de um centímetro a até cerca de 18 metros.
              Provavelmente, foram os primeiros vertebrados a surgir na Terra, e eram pequenos, sem mandíbula, tinham coluna vertebral cartilaginosa e uma carapaça revestindo seus corpos. Na evolução, houve uma série de adaptações que representaram aos peixes melhores condições de sobrevivência em seu habitat - não ter couraça pesada, ser nadadores velozes, ter mandíbulas e poder morder. 
                Antes limitados à filtração de partículas nutritivas suspensas na água ou depositadas no fundo e sendo presas de alguns tipos de invertebrados, os peixes tornaram-se também eficientes predadores.Desde que surgiram, já ocupavam com sucesso os ambientes aquáticos salgado e doce, e continuam assim até hoje.


Características que favorecem a vida na água

             Os peixes apresentam várias características que favorecem o desempenho de suas atividades no ambiente em que vivem. Entre elas, destacam-se: 
  • corpo com formato, em geral, hidrodinâmico, isto é, achatado lateralmente e alongado, o que favorece seu deslocamento na água;
  • presença de nadadeiras, estruturas de locomoção que, quanto à localização, podem ser peitorais, ventrais, dorsais, caudais e anais;
  • corpo geralmente recoberto por escamas lisas, cuja organização diminui o atrito com a água enquanto o animal se desloca; além disso , a pele é dotada de glândulas produtoras de muco, o que também contribui para diminuir o atrito com a água;
  • musculatura do tronco segmentada, o que permite a realização de movimentos ondulatórios.
 

                    Características:

  • Coração: Duas cavidades um átrio e um ventrículo.
  • Respiração branquial.

  • Apresentam linha lateral.

  • Pecilotérmicos.

  • Apresentam bexiga natatória.

    Classificação


                 Existem duas classes de peixes: a classe dos condrictes (do grego khondros: 'cartilagem'; e ichthyes: 'peixe'), ou peixes cartilaginosos, e a classe dos osteíctes (do grego osteon: 'osso'), ou peixes ósseos.
    Os peixes ósseos são os mais abundantes em número de espécies conhecidas, representando cerca de 95% do total dessas espécies. Existem várias diferenças entre os peixes cartilaginosos e os ósseos.

    Condrictes

           Os peixes cartilaginosos, como o tubarão e a raia, vivem principalmente em água salgada. Mas algumas espécies de raia vivem em água doce.
           Entre as características dos peixes cartilaginosos, podemos considerar:
  • esqueleto cartilaginoso e relativamente leve;
  • presença de cinco pares de fendas branquiais e um orifício chamado espiráculo, por onde entra a água e banha as brânquias;
  • boca localizada ventralmente e intestino terminando em uma espécie de bolsa chamada cloaca - nela, convergem os dutos finais do sistema digestório, urinário e genital.
 
Tubarão-Frade (Cetorhinus maximus)


  Osteictes

              Os peixes ósseos são abundantes tanto em água salgada (tainhas, robalos, cavalos-marinhos, pescadas, etc.) como em água doce (lambaris, dourados, pintados, pacus, acarás-bandeiras, etc.).
Vamos considerar algumas características dos peixes ósseos:
  • esqueleto predominantemente ósseo;
  • presença de quatro pares de fendas branquiais e ausência de espiráculo, brânquias protegidas por uma estrutura denominada opérculo;
  • boca localizada na região anterior e intestino terminado no ânus, não há cloaca;
  • presença, em muitas espécies, de uma vesícula armazenadora de gases chamada bexiga natatória ou vesícula gasosa.
             Ausente nos peixes cartilaginosos, a bexiga natatória - que pode aumentar e diminuir de volume de acordo com a profundidade em que o peixe se encontra - favorece a flutuação e, com isso, permite ao animal economizar energia, já que ele pode permanecer mais ou menos estável numa determinada profundidade sem que para isso necessite de grande esforço muscular para a natação.

 

Reprodução

            
            A maioria dos peixes ósseos apresenta fecundação externa: a fêmea e o macho liberam seus gametas na água. Após a fecundação do óvulo por um espermatozóide, forma-se o zigoto. Em muitas espécies de peixes ósseos, o desenvolvimento é indireto, com larvas chamadas alevinos.
                  Nos peixes cartilaginosos, a fecundação é geralmente interna: o macho introduz seus espermatozóides no corpo da fêmea, onde os óvulos são fecundados. O desenvolvimento é direto: os ovos dão origem a filhotes que já nascem com o aspecto geral de um adulto, apenas menores. 

         Fonte:http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos3/Peixes.php
                          http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos3/Peixes2.php
                       http://www.danielivanaskas.com.br/esquema-interno-de-peixe-criado-para-apostila-utilizado-pela-editora-didatica-suplegraf/

Cordados

            O Filo dos Cordados, do latim Chordata, compreende um grande grupo de animais que, em alguma fase da vida compartilham características morfológicas (como a notocorda) que indicam a existência de um ancestral comum. São triblásticos (possuem os três folhetos germinativos), deuterostômios (o blastóporo dá origem ao ânus) e celomados. Este grupo abriga cerca de 40 mil espécies que ocupam os mais variados habitats.
 
  • Notocorda: é uma estrutura de sustentação, de posição dorsal e longitudinal, localizado entre o tubo neural e o tubo digestório, correspondente a um bastonete maciço e flexível. É a primeira estrutura de sustentação de um cordado. Ocorre em toso os cordados em alguma fase da vida, podendo persistir na fase adulta, como nos protocordados, exceto nos tunicados. Nos animais que ela não persiste, é substituída pela coluna vertebral.
  • Cordão nervoso dorsal: Como o nome já diz, o tubo nervoso ocupa a posição dorsal, e localiza-se logo acima da notocorda. Deriva-se da invaginação da ectoderme dorsal do embrião. O tubo nervoso dorsal é bem desenvolvido nos adultos, mas pode ser reduzido em alguns protocordados. Os animais não-cordados possuem um sistema nervoso mais simples, do tipo ganglionar e ocupa a posição ventral no corpo e esta é uma característica que distingue os cordados dos demais animais.
  • Fendas branquiais na faringe: São estruturas embrionárias, podendo permanecer na fase adulta, e até desaparecer na fase embrionária. Nos cordados aquáticos ela persistem na fase adulta e têm função respiratória. Nos cordados terrestres elas desaparecem para que da faringe possa surgir a traquéia, estrutura respiratória destes animais.
  • Coração ventral: Transporte de O2, CO2 e nutrientes.
  • Epitélio de revestimento: Pele, pelos, penas, escamas e placas ósseas.
  • Cauda pós-anal: Deslocamento e equilíbrio.
  • Boca: Terminal e ventral.
            Fonte:http://www.infoescola.com/biologia/cordados-chordata/
                      http://curlygirl.no.sapo.pt/cordados.htm
                      http://cordadosmra.blogspot.com.br/